Projeto Tamar: conheça a iniciativa de conservação

Vista aérea do centro de visitantes do Projeto Tamar, com tanques de água circulares, edifícios de madeira, pessoas e uma paisagem com casas e montanhas ao fundo.

O Projeto Tamar, para quem busca o que fazer em Florianópolis, é uma iniciativa brasileira de conservação marinha dedicada à proteção das tartarugas costeiras ameaçadas de extinção. 

Fundado em 1980, atua em oito estados do litoral, combinando pesquisa científica, educação ambiental e turismo responsável para garantir a sobrevivência dessas espécies e o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.

O que é a Fundação Projeto Tamar Florianópolis e qual é sua missão?

Ela existe para proteger as tartarugas marinhas que vivem e desovam na costa de Santa Catarina. Portanto, por meio de pesquisa, educação e mobilização comunitária, a base busca garantir que essas espécies ameaçadas tenham ciclos reprodutivos seguros e população sustentável. 

Desde a instalação da base, o trabalho combina ciência de campo com ações de conscientização para moradores e turistas, criando uma rede local de apoiadores. Assim, para compreender o alcance da missão, veja os pilares centrais da atuação em Florianópolis:

  1. Monitoramento reprodutivo e proteção dos ninhos;
  2. Educação ambiental com foco em geração de multiplicadores locais;
  3. Resgate, reabilitação e soltura de tartarugas em risco;
  4. Envolvimento da comunidade para transformar conhecimento em cuidado cotidiano.

Como surgiu a base de Florianópolis e por que foi criada em 2005?

A base surgiu como resposta à necessidade de proteger áreas críticas de desova no sul do Brasil, e Florianópolis foi escolhida por ter praias com ocorrências significativas de tartarugas e por sua vocação ambiental. 

Desse modo, desde 2005, a presença do Projeto Tamar em Floripa ampliou a capilaridade da conservação marinha na região, conectando pesquisadores, pescadores e visitantes em ações coordenadas.

Qual é o foco regional da atuação na região sul?

O foco regional inclui estudar padrões de migração, identificar áreas prioritárias de proteção e adaptar técnicas de manejo às características locais, como temperaturas da água e impacto humano. 

Então, isso permite responder rapidamente a mudanças ambientais e criar estratégias que funcionem para as espécies que frequentam o litoral catarinense.

Quais espécies de tartarugas marinhas são protegidas ali?

A base protege principalmente tartarugas-verdes, tartarugas-de-pente e outras que aparecem na região, acompanhando o ciclo desde a desova até a soltura dos filhotes. 

Desse modo, o trabalho inclui identificação, marcação e cuidado em casos de enfermidade, garantindo sobrevivência e retorno ao oceano.

Três tartarugas marinhas nadam em um tanque de água azul-clara, enquanto turistas observam de uma plataforma de madeira. A imagem representa o trabalho de conservação do Projeto Tamar.
A Fundação Projeto Tamar Florianópolis protege tartarugas marinhas em Santa Catarina através de pesquisa, educação e ações comunitárias para garantir sua reprodução e conservação.

Onde o Projeto Tamar é realizado e por que Florianópolis é estratégica?

Florianópolis é estratégica porque combina áreas de desova naturais com uma população sensibilizada e infraestrutura de apoio para pesquisa e visitação.

Afinal, a localização favorece o acesso a comunidades pesqueiras, permite monitoramento regular e serve como ponto de educação para turistas que chegam à ilha.

Por que a Barra da Lagoa foi escolhida como sede em Florianópolis?

A Barra da Lagoa reúne praias com atividade reprodutiva, facilidade de acesso e tradição de convivência com o mar. Dessa forma, é um ponto ideal para concentrar esforços de conservação e, ao mesmo tempo, dialogar com moradores e visitantes.

Como a localização influencia na pesquisa e resgate?

Estar próxima a áreas de desova e ter base física possibilita resposta rápida a tartarugas encalhadas, coleta de dados em tempo real e engajamento local para reportar ocorrências. Assim, isso reduz tempos de reação e aumenta as chances de sucesso em ações de reabilitação.

O que esperar na visita à Fundação Projeto Tamar Florianópolis?

Na visita à base, o visitante encontra um centro de educação ambiental estruturado para explicar o ciclo de vida das tartarugas e mostrar o trabalho de proteção de forma envolvente.

Além disso, é possível ver tanques com animais, exposições interativas e entender os processos de campo por trás da conservação, tornando o aprendizado prático e emocional.

Quais são os espaços principais do centro de visitantes?

O centro abriga áreas de exposição sobre biologia marinha, o histórico do projeto e o impacto local, além de espaços dedicados à sensibilização infantil e à participação ativa em pequenos experimentos educativos. Desse modo, esses espaços conectam o visitante à causa.

O que é o Museu Aberto das Tartarugas Marinhas e o que ele mostra?

O museu aberto apresenta espécies em tanques, cascos preservados e painéis que explicam hábitos, ameaças e como cada tartaruga é monitorada, permitindo ver de perto e entender o que está em jogo.

Como funcionam as exposições interativas e o Espaço do Saber?

As exposições usam recursos táteis e visuais para que o público possa simular situações de resgate, identificar espécies e, ainda mais, aprender sobre os impactos da poluição e pesca de forma ativa e memorável.

Como são as visitas orientadas e o que elas agregam?

As visitas guiadas conectam os pontos da exposição com relatos de campo, mostram bastidores das ações e permitem fazer perguntas específicas. Portanto, isso transforma curiosidade em compreensão e cria defensores informados da conservação.

Uma tartaruga-cabeçuda flutua na superfície de uma piscina de água azul-clara, com seu casco e patas visíveis, em uma das bases de conservação do Projeto Tamar.
O projeto estuda migração, áreas prioritárias e adapta técnicas de manejo às condições locais para proteger tartarugas marinhas.

Como visitar a Fundação Projeto Tamar Florianópolis da melhor forma?

Você visita melhor planejando o tempo, escolhendo a época certa e chegando com objetivos claros, porque a experiência se aprofunda quando há preparação e intenção de aprendizado.

Qual é a melhor época para ir e o que levar?

A melhor época coincide com a temporada de desova, quando há mais atividade para observar. Além disso, é importante levar protetor solar, água, caderno para anotações e respeito ao ambiente para não interferir nas áreas de trabalho dos pesquisadores.

Como planejar uma visita com foco em aprendizado e experiência?

Defina perguntas antes de ir, participe das atividades guiadas, interaja com os monitores e reserve tempo para ver a soltura ou acompanhar uma sessão de explicação ao vivo, assim, sua visita se torna uma imersão e não apenas uma passagem.

Como o público pode apoiar e se envolver com o Projeto Tamar Floripa?

O público apoia de formas variadas que vão além do financeiro, porque engajamento consciente amplia o alcance do projeto e fortalece a cultura da conservação. Desse modo, ao se envolver ativamente, cada pessoa se torna parte da proteção das tartarugas.

Quais são as formas de adoção simbólica e apoio financeiro?

Adoções simbólicas permitem que o apoiador acompanhe uma tartaruga, recebe material educativo e contribui diretamente para o custeio de ações de campo. No entanto, doações diretas reforçam a manutenção de infraestrutura e programas.

Como voluntariar ou participar de ações locais?

Interessados podem se inscrever em programas de voluntariado que envolvem atividades de monitoramento, educação e eventos de mobilização, agregando habilidade e presença à equipe local.

Grupo de crianças e adultos em uma praia recebendo uma palestra de uma monitora em frente a tartarugas marinhas em tamanho real (réplicas ou esculturas) no Projeto Tamar. O mar e a vegetação costeira são visíveis ao fundo, em um dia de sol forte, indicando uma atividade de educação ambiental.
O Projeto Tamar atua de forma integrada, protegendo tartarugas marinhas através do monitoramento de praias, preservação de ninhos e educação ambiental.

Quem criou o Projeto Tamar?

O Projeto Tamar foi criado por um grupo de jovens oceanógrafos e biólogos do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) em 1980. 

O nome mais reconhecido entre os fundadores é Guy Marcovaldi, que permanece como uma das figuras centrais da iniciativa até hoje. 

A ideia nasceu de uma missão científica que constatou o impacto devastador da captura acidental de tartarugas nas redes de pesca no litoral brasileiro.

Naquela época, o país quase não tinha programas de proteção marinha, e os caçadores perseguiam as tartarugas por causa de sua carne, cascos e ovos. Marcovaldi e sua equipe perceberam que, se não agissem, as espécies brasileiras desapareceriam em poucas décadas.

A partir dessa consciência, nasceu o Tamar – um projeto pioneiro de conservação que combinou ciência, educação ambiental e engajamento comunitário.

Como surgiu a ideia do Projeto Tamar?

A ideia surgiu de forma prática e urgente. Durante as pesquisas no litoral norte da Bahia, os cientistas presenciaram centenas de tartarugas mortas em praias e redes de pesca. O impacto visual e emocional dessa cena despertou a necessidade de agir. 

Assim, a primeira base do Tamar foi instalada em Praia do Forte (BA), um local estratégico de desova de tartarugas. Com o tempo, o projeto expandiu-se por todo o litoral brasileiro. Fatores que impulsionaram a criação:

  • ausência de políticas públicas voltadas à fauna marinha;
  • caça e o comércio ilegal de tartarugas e ovos;
  • necessidade de conscientizar as comunidades costeiras;
  • desejo de unir ciência e ação social em prol do meio ambiente.

O papel dos fundadores na consolidação do projeto

Os fundadores não apenas criaram uma iniciativa científica, mas transformaram-na em um movimento social. Eles viviam nas vilas de pescadores, dialogavam com as famílias locais e mostravam como proteger as tartarugas poderia também gerar renda. 

Por fim, essa aproximação foi decisiva para o sucesso do Tamar, que se tornou um exemplo mundial de conservação participativa.

Como o Projeto Tamar protege as tartarugas?

O Projeto Tamar protege as tartarugas marinhas por meio de ações integradas que envolvem pesquisa, educação ambiental, monitoramento de praias e inclusão social. 

O principal foco está na proteção dos ninhos e das áreas de desova, garantindo que os filhotes possam chegar ao mar com segurança. As equipes do Tamar trabalham diariamente para vigiar, marcar e acompanhar as tartarugas desde o nascimento até a fase adulta.

A metodologia é baseada em ciência e participação comunitária. O projeto mantém mais de 25 bases espalhadas pelo litoral brasileiro, cobrindo estados como Bahia, Sergipe, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará e Santa Catarina. 

Cada base atua com monitoramento noturno, resgate de animais feridos e educação para turistas e moradores locais.

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O que mais saber sobre Projeto Tamar?

Veja outras dúvidas sobre o tema.

Qual é a importância da base de Florianópolis dentro do sistema do Projeto Tamar? 

A base de Florianópolis é crucial por ampliar a cobertura geográfica de proteção e por atuar em uma região com desova relevante, conectando ciência local com a rede nacional e, ainda mais, transformando a população em aliados da conservação.

O que diferencia a visita orientada da visita autônoma na base de Floripa? 

A visita orientada traz explicações aprofundadas, interação com monitores e acesso a narrativas de campo, enquanto a autônoma permite observação livre, mas com menos contexto e impacto emocional imediato.

Como posso saber se estou indo em uma temporada ativa de desova? 

Observar relatos locais, consultar a base diretamente e perguntar aos educadores no centro permite identificar os momentos de maior atividade e, ainda mais, ajustar a visita para vivenciar solturas ou monitoramento em campo.

É possível ver a soltura dos filhotes na visita e como ela é organizada? 

A soltura é organizada conforme o ciclo natural dos filhotes e depende das condições de segurança. Assim, visitantes bem informados podem acompanhar os eventos programados com orientação dos monitores para não interferir.

Posso levar crianças e qual é o papel delas na conservação durante a visita? 

Crianças são bem-vindas e participam ativamente por meio de atividades educativas, desenvolvendo senso de responsabilidade ambiental desde cedo e, além disso, podendo atuar como multiplicadoras em suas famílias e escolas.

Resumo desse artigo sobre Projeto Tamar

  1. A base de Florianópolis protege tartarugas marinhas por meio de pesquisa, educação e engajamento local;
  2. A localização estratégica permite monitoramento eficaz e resposta rápida as ocorrências;
  3. Visitas bem planejadas com foco em aprendizado transformam curiosidade em apoio duradouro;
  4. O público apoia com adoções simbólicas, voluntariado e atitudes conscientes;
  5. Evitar erros de interação e respeitar protocolos garante que a presença do visitante fortaleça a conservação.